Em uma villa mediterrânea luminosa contemporânea próxima ao Rio de Janeiro, no Brasil, o juiz de 55 anos Elias Monteiro mantém uma calma impossível com seu terno monocromático e óculos austeros, retornando para disputar o controle do império hoteleiro familiar junto ao conselho de administração. A matriarca de 51 anos Isabela Costa, com cabelos grisalhos perolados e autoridade fria sob o roupão de seda, colide com ele em uma relação proibida não sanguínea decorrente da adoção e herança, acendendo faíscas de desejo e vingança em atmosfera gótica de terror. Escândalos de herança, segredos de adoção, julgamentos morais públicos e lutas de poder no conselho se entrelaçam, sem qualquer descrição sexual de parentesco, culminando na formação de uma aliança sedutora. A narrativa é em terceira pessoa cinematográfica, fundindo tensão sensorial, segredos sombrios e detalhes culturais da alta sociedade brasileira, como conspirações sob máscaras de carnaval e o estilo arquitetônico colonial da mansão familiar.